Desafio nas exportações de carne é agregar valor

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08/08/2018

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, disse que um dos maiores desafios do setor é agregar valor ao produto exportado. Durante o Agrifinance, evento realizado pela XP Investimentos e a consultoria Datagro em São Paulo, ele destacou o fato de que o Brasil ainda não acessa mercados que proporcionariam as maiores receitas no segmento de carne bovina.

Dentre eles, citou Japão, Coreia do Sul, Canadá, México, Indonésia e Taiwan, que representam cerca de US$ 1,7 bilhão por ano. Segundo Camardelli, é preciso negociar com o mercado japonês, que ocupa a liderança desta lista.

Com o Canadá, o processo está mais adiantado – o Brasil deve receber em outubro uma missão de representantes do governo do país para seguir com o processo de abertura para carne bovina in natura. Os canadenses já recebem a proteína brasileira processada, o que favorece as discussões. “Estamos bem encaminhados nas relações com o Nafta”, ressalta, sobre o bloco de países norte-americanos.

Também há uma perspectiva concreta de abertura com Tailândia e Turquia. “Nossas projeções são baseadas nas documentações que estão em andamento com esses países. Existe a possibilidade de que, ainda neste segundo semestre, tenhamos a aprovação para o Canadá, Turquia, Tailândia e Indonésia”, disse o executivo. Quanto às negociações entre Mercosul e União Europeia, o presidente da Abiec afirmou esperar por avanços no curto prazo. “Caso haja uma alíquota palatável, poderemos embarcar 70 mil toneladas em cortes dianteiros para os europeus em nos tornar importantes fornecedores”, estima.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO.

Imagem: Foto: divulgação/Abiec.



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