Greve não deve causar grande impacto no confinamento

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04/06/2018

Por Alisson Freitas

O agronegócio não passou impune aos prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros, sobretudo o setor de proteína animal. Apesar dos impactos que a paralisação deve causar na indústria de rações, o confinamento não deve ser tão afetado, como prevê o presidente do conselho de admininstração da Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), Alberto Pessina.

“A maior oferta de animais para o confinamento é proveniente do pasto e a greve apenas obrigou os pecuaristas a deixarem os animais mais tempo na fazenda”, afirmou

Na visão do executivo, a resolução da paralisação antes do fim de maio também não deve causar muitos prejuízos ao primeiro giro da atividade, que começa a partir de junho. “Os maiores impactos serão sentidos nas exportações de carne,  já que os embarques não foram cumpridos e os contratos para entregas futuras tiveram de ser prorrogados”, acrescentou.

O confinamento responde hoje por menos de 5% do volume total de abates do país anualmente. No início do ano, a Assocon projetou crescimento de 12% em animais confinados em 2018 em comparação ao ano passado, atingindo de 3,8 milhões a 4 milhões de cabeças. No entanto, as projeções devem ser revistas após a alta nos preços dos insumos desde o primeiro bimestre.

Fonte: Portal DBO

Imagem: BeefPoint



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